Sororidade: A união e aliança entre mulheres, em noite especial na Câmara de Camboriú | Câmara de Vereadores de Camboriú – Poder Legislativo Municipal

Sororidade: A união e aliança entre mulheres, em noite especial na Câmara de Camboriú

“Não estamos aqui pra discutir o feminismo, mas sim a opressão”, foi assim que a palestrante Natalia Guilhermetti Garcia, iniciou a noite de palestras em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, na Câmara de Vereadores de Camboriú. 

Com um público majoritariamente feminino, a noite de quinta-feira (08) foi composta por discursos fortes e esclarecedores sobre as conquistas das mulheres ao longo dos anos, mas também das opressões de uma sociedade tradicionalmente machista e desigual.

A primeira palestrante, Membro Fundadora da Coletiva de Mulheres do Vale do Itajaí, afirmou que as demandas das mulheres são de diversas naturezas e entre elas está a questão do mercado de trabalho. Assim, mesmo representando 52,3% da população em idade operacional, as mulheres são apenas 43,3% da população economicamente ativa. Este maior número de inativas está relacionado a donas de casa, mulheres grávidas ou mães solteiras que optam por não estar no mercado de trabalho.

“Mas, e você tem filho?”, esta frase parece normal, se não levarmos em consideração que ela é muitas vezes crucial para a conquista de uma vaga de emprego. A vereadora Jane Stefenn (Rede) abordou esse assunto comentando que muitas vezes, o número de filhos e a idade deles determinam se uma mulher é ou não, capaz de exercer uma função.  

A primeira palestra da noite foi encerrada por Natalia citando os dados de que há apenas 15% de representatividade feminina no Senado e 10% na Câmara Federal. A vereadora e presidente Márcia Freitag (PSDB), aproveitou o tema para comentar sua felicidade em compor uma Câmara Municipal com 20% de mulheres, sendo duas delas membros da Mesa Diretora. “Nesta legislatura Camboriú elegeu quatro mulheres (lembrando de Andréia de Souza Machado (PMDB), que hoje comanda a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social), mas não é assim em todas as cidades, temos que comemorar esse número, mas nos unir ainda mais, para que as mulheres possam um dia ser maioria aqui”.

A jornalista e militante sobre questões de gênero, Silvia Mendes, comandou a segunda parte da noite fazendo as mais de 50 mulheres presentes voltarem ao passado. “O que vocês queriam ser?” foi assim que muitas histórias de sonhos deixados de lado começaram a ser ouvidas. Cientista, caminhoneira, modelo, professora, advogada, um plenário cheio de grandes ambições abandonadas por muitos motivos, mas principalmente a necessidade de ajudar em casa, de conseguir dinheiro, casar e ter filhos.

Silvia destacou que essa foi à cultura imposta por muitos anos, através de atos radicalmente machistas, mas também de formas sutis, afinal, como lembrou a palestrante, menina brinca de cozinhar, cuidar de bebês, montar casinhas. Menino brinca de bola, de carrinho, foguete, dinossauro. “Precisamos deixar de achar normal o machismo e realmente vê-lo e combatê-lo” comentou a vereadora Inalda do Carmo (DEM). 

Um grande círculo de mulheres fortes e batalhadoras de mãos dadas, assim a noite terminou. A palavra sororidade elas conheceram na noite de ontem, mas o significado dela, elas já conheciam e o declararam juntas: “Mexeu com uma, mexeu com todas”.

A noite ainda teve sorteio de brindes e muita risada!

Serviços
TV Câmara
Portal Transparencia
Prefeitura de Camboriú
Receba as Notícias da Câmara

Seu nome

Seu e-mail